São quase sete da manhã e a névoa ainda assenta sobre a água. Desce-se por entre as laranjeiras até ao deck de yoga, suficientemente próximo do rio para se ouvir a corrente, e durante vinte minutos mais nada existe no Algarve. Os hóspedes dizem quase todos a mesma coisa à chegada: parece o Bali. Verde, madeira, água por todo o lado, e um silêncio que a costa não tem. Às onze horas estarão dezasseis pessoas à volta da piscina e a casa terá outro som. As duas versões são reais. As duas fazem parte do que está a comprar. A Quinta ocupa um dos raríssimos terrenos alguma vez licenciados mesmo junto ao Rio Arade, entre a cidade histórica de Silves e a Barragem do Arade. O curso de água atravessa a própria propriedade, e é isso que lhe dá a privacidade: vale de todos os lados, sem trânsito de passagem, sem
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